Washington, 24 (AE-ANSA) - O Departamento de Estado dos EUA manteve hoje (24) a posição cautelosa que adotou desde a detenção em Londres do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, expressando apoio à idéia de que abusos de direitos humanos não fiquem impunes, mas reconhecendo os esforços do Chile em favor da reconciliação.
"O governo dos EUA condenou veementemente os abusos do regime de Pinochet quando ele esteve no poder", declarou James Rubin, porta-voz da chancelaria.
"Os EUA também crêem que é importante, em coerência com o princípio de acertos de contas, apoiar países como o Chile, que durante um período sustentado vem fazendo esforços significativos para fortalecer a democracia e promover a reconciliação e o império da lei", acrescentou.
Rubin disse que não iria emitir nenhum comentário direto sobre a decisão dos lordes britânicos, que nega imunidade a Pinochet - acusado pela Justiça espanhola de crimes contra a humanidade - e abre o caminho para que avance o processo de extradição.
O porta-voz informou esta tarde que continua o processo de revisar documentos secretos do governo americano da era Pinochet. "Esperamos começar a liberar os documentos na metade do ano", disse Rubin.
A Justiça espanhola e organizações de direitos humanos solicitaram ao governo americano que revele toda evidência e documentação em seu poder sobre a responsabilidade de Pinochet em atos de terrorismo e violações de direitos humanos.

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