EUA e Japão defendem grande venda de ouro pelo FMI
Washington, 27 (AE-AP) - Os Estados Unidos e o Japão defenderam hoje (27) em Washington uma grande venda de ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI) para financiar um alívio nas dívidas de países pobres, durante um encontro de autoridades financeiras em Washington. Nos encontros de primavera do FMI e do Banco Mundial as autoridades também concluíram com alívio que a crise econômica global diminuiu.
Outro problema discutido nos encontro foi o desemprego na União Européia. De acordo com o ministro das Finanças da Alemanha, Hans Eichel, os países da União Européia tomarão medidas para coordenar suas políticas e reformar os rígidos mercados de trabalho para reduzir o desemprego e estimular o crescimento.
A proposta do ministro alemão ocorreu um dia depois que autoridades do Tesouro americano - o secretário, Robert Rubin, e o vice-secretário, Lawrence Summers - disseram que os Estados Unidos não podem continuar a ser o único motor do crescimento global, pedindo que Europa e Japão tomassem medidas para estimular a economia, durante o encontro dos ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G-7) países industrializados.
Hoje, dirigindo-se ao Comitê Interino de política do FMI, Rubin defendeu a venda de até 10 milhões de onças, do total de 103 milhões de onças das reservas de ouro do Fundo. Ao mesmo tempo, o ministro das Finanças do Japão, Kiichi Miyazawa, defendeu a venda de uma quantidade ainda maior de ouro.
Os comentários, que ficaram bem acima das quantidades originalmente propostas, de 5 milhões de onças, derrubaram a cotação do ouro em mais de um dólar por onça, embora os preços tenham se recuperado depois.
As propostas de Rubin e Miyazawa ocorreram enquanto ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais reuniam-se com a percepção palpável de que o contágio global que eles temiam há seis meses das turbulências econômicas na ásia e na Rússia não se materializou.
Entre as propostas para reforçar a reconomia mundial, as autoridades financeiras defenderam a venda de ouro do FMI para financiar dívidas e promover um programa de empréstimos a juros baixos para países pobres.
O assunto deve ser retomado na reunião anual do G-7, em junho na Alemanha, e na reunião anual do FMI e Banco Mundial, em outubro.
A Alemanha vem reduzindo sua oposição à vendas de reservas de ouro do FMI e o fato de o Japão ter proposto um volume de venda muito acima do esperado sugere que o G-7 pode estar aproximando-se de um aqcordo em relação a essa polêmica.
Fontes do G-7 disseram hoje que a reunião do Comitê Interino do FMI ressaltaria os riscos menores de uma recessão global e e um aumento na confiança dos investidores. Mas o comitê, em linha com as previsões feitas pelo FMI na semana passada, ainda espera um crescimento retraído este ano, disseram as fontes.
"As condições financeiras gerais têm melhorado desde o fim do ano passado e as previsões para o crescimento econômico mundial têm se estabilizado", disse o diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, durante o encontro.
O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, disse a jornalistas durante o encontro que o FMI e o banco Mundial estão próximos a um acordo a respeito de empréstimos separados à Rússia.





