Berlim, 17 (AE-AP) - Os Estados Unidos e países europeus prometeram hoje (17) um maior apoio aos líderes oposicionistas da Iugoslávia, e exigiram que eles parem com discussões menores e unam seus esforços para derrubar o presidente Slobodan Milosevic.
Mas a secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, rejeitou o apelo conjunto deles pelo fim das sanções ocidentais contra a Iugoslávia, que eles disseram minam a credibilidade interna deles.
Ela repetiu a posição dos EUA de que a amenização das sanções só poderá ser considerada "com a realização de eleições livres".
Albright e outras autoridades européias reuniram-se com líderes da oposição às margens das conversações em Berlim entre os ministros do Exterior do Grupo dos Oito países mais desenvolvidos.
Fazendo uma rara aparição conjunta com Albright numa entrevista coletiva estavam Zoran Djindjic e Vuk Draskovic, líderes de distintos movimentos oposicionistas da Iugoslávia.
A secretária pediu a eles para colocarem de lado "diferenças pessoais" e "unirem-se em torno de uma estratégia prática".
"Nos dias vindouros, Milosevic não terá maiores amigos do que a divisão de vocês, e não terá medo maior do que da unidade de vocês", afirmou Albright.
Djindjic é o líder da Aliança pela Mudança, uma coalizão de grupos oposicionistas. Draskovic preside o Movimento pela Renovação Sérvia, o maior partido oposicionista, que inicialmente havia informado que iria boicotar o encontro de hoje em Berlim.
Em Belgrado, a Aliança pela Mudança anunciou que irá suspender neste sábado seus minguados protestos antigovernamentais na capital iugoslava.
"Depois de 89 dias, nossos protestos terminarão, apenas para continuarem de outra forma", afirmou o grupo num comunicado.

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