Brasília, DF- A repressão ao comércio de produtos pirateados e contrabandeados em Foz do Iguaçu, na fronteira com Paraguai e Argentina, foi citada ontem pelo encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Philipe Chicola, como um dos pontos que poderão evitar as sanções comerciais do governo americano contra o Brasil. No encontro com deputados da Frente Parlamentar de Combate à Pirataria e Sonegação Fiscal, Chicola reconheceu que as ações demonstram o esforço do País e disse que elas deverão ter peso favorável na reunião que discutirá as sanções, na sexta-feira da semana que vem, em Washington.
O representante da embaixada acha que as medidas ajudarão também na possível retirada do Brasil da lista negra - a ''Special 301'' - onde figuram os países que nada fazem para combater o comércio ilegal. O Brasil foi incluído na lista no final do ano passado por pressão da Internactional Intellectual Property Alliance, uma ONG dedicada à defesa da propriedade intelectual, e está ameaçado de sofrer sanções comerciais por não ter, à época, um plano de combate à pirataria. Há 15 dias, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, do Ministério da Justiça, anunciou um pacote com 99 medidas que, se aplicadas, vão reprimir a pirataria em todas as frentes: repressão, educação e prevenção.

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