EUA derrubam brasileiro do comando da Opaq
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de abril de 2002
Agência Efe 
Haia - O diretor-geral da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), o brasileiro José Maurício Bustani, foi destituído ontem, após proposta dos Estados Unidos.
Na primeira reunião extraordinária celebrada pela Conferência dos Estados membros da organização a portas fechadas em Haia, 48 países se pronunciaram a favor da destituição, sete contra e 43 se abstiveram.
Bustani era o chefe da organização desde sua criação, em 1997, e em maio de 2000 havia sido reeleito por unanimidade.
Os Estados Unidos insistiam há algum tempo na necessidade de trocar o diretor-geral, ao qual acusava de má gestão. No entanto, os defensores de Bustani alegavam que o motivo real da campanha de Washington era a indignação dos EUA com suas tentativas de obter que o Iraque entrasse na organização e que se permitisse o acesso dos inspetores.
Os Estados Unidos, que apresentaram uma moção exigindo a destituição imediata de Bustani, ameaçaram retirar sua contribuição à organização, que constitui 22 por cento de seu orçamento, se Bustani continuasse em seu posto.
A organização sofre desde sua origem com graves problemas de orçamento, por isso a falta de apoio dos Estados Unidos poria em risco suas sobrevivência.
A Opaq, integrada por 145 membros, tem como missão assegurar a destruição das armas químicas e evitar qualquer forma de seu desenvolvimento ou proliferação no futuro.


