EUA dão "péssimo exemplo" na defesa de refugiados
Washington, 02 (AE-REUTERS) - Os Estados Unidos reduziram em cerca de 40% a admissão de refugiados no país sob o governo Bill Clinton, segundo revelam estudos realizados por entidades humanitárias norte-americanas.
Em 1992, os Estados Unidos acolheram 132.000 refugiados e no ano passado a cifra foi de 76.554. Pressionada pelas organizações de ajuda, em janeiro passado a administração Clinton elevou a 78 mil o número para 1999. No entando, as organizações humanitárias consideram o número insuficiente.
Leonard Glickman, vice-presidente da Hebrew Immigrant Aid Society (HIAS), a mais antiga associação a acolher refugiados, opinou que a redução da cota "dá um péssimo exemplo, reflete uma erosão do papel histórico do país como líder mundial na defesa dos direitos dos refugiados". Este ano, a HIAS se propunha a ajudar 2.000 bósnios a entrar nos Estados Unidos.
Por sua parte, o Departamento de Estado nega que os Estados Unidos tenham dado as costas aos refugiados e recordou que em 1975 o país recebeu 2,3 milhões de pessoas procedentes da extinta União Soviética.
A administração Clinton propôs aumentar o número para 80.000 refugiados no ano 2000, mas as agências humanitárias pedem a elevação para 119.000 pessoas.





