EUA crescem menos do que o esperado
Washington, 26 (AE-AP) - O crescimento da economia norte-americana no segundo trimestre do ano foi menor que o esperado pelos analistas. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou hoje (26) que o Produto Interno Bruto (PIB) local cresceu a uma taxa anualizada de 1,8% no período, ante a previsão de 2,3% e os 4,3% do primeiro trimestre.
O relatório revisado mostra que o ritmo de crescimento foi 1 34% menor por causa de um déficit comercial de US$ 14,4 bilhões, pior que o estimado. De abril a junho, o saldo negativo da balança comercial saltou para US$ 33,8 bilhões, já que a alta de 14,4% das importações ofuscou o aumento de 4,3% das exportações. O desequilíbrio da balança é reflexo da crise mundial, que reduziu as exportações norte-americanas e aumentou a competição da indústria local depois da invasão dos importados mais baratos.
O governo também anunciou hoje que os lucros das empresas dos EUA caíram a uma taxa anualizada de US$ 9,2 bilhões no segundo trimestre, a maior queda desde o fim de 1997. Nos primeiros três meses do ano, os ganhos cresceram a uma taxa de US$ 47,1 bilhão. Além da competição acirrada, as companhias estão sendo pressionadas pelos altos custos de emprego, resultado do menor índice de desemprego nas últimas três décadas.
Muitos analistas acreditavam que o aumento do déficit comercial acalmaria o crescimento econômico e o superaquecimento do consumo, que responde por dois terços da atividade econômica. Segundo o governo dos EUA, o consumo cresceu a uma taxa anual de 4,6% no segundo trimestre. Esse ritmo foi mais intenso que o estimado há um mês, mas ainda distante dos 6,7% registrados de janeiro a março.
Os consumidores continuam gastando mais do que ganham, reduzindo a taxa de poupança interna para um recorde de baixa de 1,3% negativos no segundo trimestre. O governo não revisou o índice de inflação atrelada ao PIB do período, que cresceu 2,1%. No primeiro trimestre, o aumento foi de 1,2%.
Os investimentos em negócios aumentaram 11,2% no segundo trimestre, mais que a estimativa inicial do governo. Enquanto isso, os gastos com novas casas cresceram 7,7% no mesmo período, em relação aos 5,1% previstos, mas ainda inferior ao primeiro trimestre. Analistas acreditam que o mercado imobiliário pode arrefecer nos próximos meses, por causa das altas taxas de hipoteca.
A revisão do relatório mostrou que a economia cresceu US$ 34 7 bilhões anualizados no segundo trimestre do ano, elevando o PIB para US$ 7,8 bilhões (já descontada a inflação).





