EUA certificam Bolívia, Colômbia, México e Peru
Washington, 26 (AE-REUTERS) - Os Estados Unidos anunciaram hoje (26) a certificação da Bolívia, Colômbia, México e Peru pela boa cooperação deles na luta contra o narcotráfico.
Mas Washington negou a certificação plena ao Paraguai, por considerar que o governo de Assunção não faz o suficiente para parar o contrabando de 40 toneladas ao ano de cocaína vindas da Bolívia, nem frear o aumento do cultivo de maconha.
As operações antidrogas foram suspensas no Paraguai em 1998 por causa das eleições e a crise política que se seguiu, disse um informe do Departamento de Estado.
Mesmo assim, o presidente Bill Clinton decidiu dar uma certificação parcial ao Paraguai, evitando assim a imposição de sanções econômicas e comerciais ao país.
A Colômbia foi certificada por Washington depois de quatro anos de difíceis relações com o presidente anterior, Ernesto Samper, cujo governo foi "descertificado" em 1996 e 1997, por suspeitas de que recebeu dinheiro para campanha eleitoral do Cartel de Cali.
Brasil, República Dominicana, Equador, Guatemala e Venezuela foram certificados plenamente, como têm sido todos os anos desde que começou a ser divulgada a lista dos principais países onde se produz ou se trafica drogas.
O Panamá, o único país latino-americano além da Colômbia que já foi descertificado (em 1988 e 1989), obteve a aprovação máxima este ano.
Mianmar e Afeganistão foram descertificados por não cooperarem com os Estados Unidos, enquanto Camboja, Nigéria e Haiti receberam certificação parcial.
Os países assinalados como grandes produtores de drogas ou que foram rotas de trânsito no ano de 1998 são 28: Afeganistão, Aruba, Bahamas, Belize, Bolívia, Brasil, Mianmar, Camboja, China, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Hong Kong, Índia, Jamaica, Laos, México, Nigéria, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru, Taiwan, Tailândia, Venezuela e Vietnã.





