Os Estados Unidos, maiores emissores de poluentes do mundo, tornaram-se nesta quinta-feira no 60º país a assinar o Protocolo de Kyoto, tratado que pede reduções drásticas na emissão de poluentes industriais, informou o porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU).
O acordo climático fechado no ano passado em Kyoto, no Japão, ainda precisa ser ratificado pelo Congresso norte-americano, que não deve votar a adesão ao pacto ainda pelos próximos dois anos. A assinatura do tratado sinaliza a intenção do governo de Bill Clinton de conformar-se com o acordo.
Apesar do impacto simbólico do anúncio, feito durante a 4ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, não haverá consequências práticas, já que para ser colocado em prática pelos EUA, o Protocolo precisa ter a ratificação do Congresso.
Eizenstat afirmou que ‘‘com esta assinatura demonstramos nosso compromisso com o Protocolo’’. Quase 70 países já assinaram o Protocolo, mas somente dois o ratificaram: as ilhas Fiji e Antigua-Barbados. A preocupação destas ilhas é que seriam as principais atingidas no caso de derretimento de parte dos pólos pelo aquecimento global, o que causaria o aumento do nível do mar.
Rafe Pomerance, vice-subsecretário, disse à imprensa brasileira que ‘‘conseguir a ratificação será complicado, já que precisamos de dois terços do Senado’’.
No entanto, Pomerance afirmou que a idéia de redução de emissões ‘‘possui popularidade nos EUA’’, mas que ‘‘é algo que tem que ser discutido e vai levar tempo’’. Pomerance resumiu a posição dos EUA afirmando que o país não se sente obrigado a reduzir até o ano 2000 as emissões de gás aos mesmos níveis de 1990, mas que possuíam ‘‘o desejo’’ de fazê-lo.
O ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil, Israel Vargas, afirmou que ‘‘é positivo que os EUA tenham assinado o Protocolo’’. No entanto, o ministro sustentou que seria melhor ‘‘o anúncio de projetos concretos e não de coisas abstratas’’.
Segundo Vargas, ‘‘é irresponsável adiar a implementação dos objetivos de Kyoto, após todos estes estudos feitos’’. Segundo um integrante da delegação empresarial brasileira, ‘‘essa assinatura dos EUA é algo como pedir a mão da noiva hoje... mas deixar para uma data longínqua e indefinida a definição do casório’’.France PresseClinton enfrenta a oposição do Senado para ratificar KiotoReuters e
Agência Estado

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