Washington, 01 (AE-AP) - O governo americano ainda não se decidiu se dará o seu aval ao desembolso de outras parcelas de empréstimos do Fundo monetário Internacional (FMI) à Rússia. Segundo um alto funcionário do Tesouro dos EUA, que falou à ASSOCIATED PRESS na condição de anonimato, por enquanto o FMI está revendo as condições para a liberação da segunda parcela do empréstimo e "seria prematuro fazer qualquer julgamento sobre se a Rússia respeitará as condições para o desembolso".
Em uma entrevista publicada hoje (01) pelo USA Today, o secretário do Tesouro EUA, Lawrence Summers, afirmou que os EUA apenas darão seu apoio à liberação da nova parcela caso os créditos anteriores tenham sido usados adequadamente e haja garantias de que os próximos também serão. "Até agora, o Departamento de Justiça não tem evidências que sustentem as versões da imprensa de que recursos do FMI façam parte da suposta lavagem de dinheiro no Bank of New York", ressalvou Summers.
Diante da repercussão das declarações do secretário do Tesouro - e de especulações no mercado financeiro sobre um veto dos EUA ao desembolso da próxima parcela, em setembro, assessores de Summers passaram o dia esclarecendo que ele não estava defendendo a suspensão da ajuda internacional à Rússia.
O FMI adiou a liberação de uma parcela de US$ 460 milhões até que se conclua, em princípio, em setembro, uma auditoria sobre o uso dos fundos já entregues a Moscou. Analistas políticos em Washington disseram que Summers, um dos maiores defensores de uma política pró-Rússia no governo, aparentemente está de olho nos riscos políticos que o escândalo terá para a administração Clinton, já que a oposição republicana tem criticado arduamente a política da Casa Branca para com o kremlin. O alvo principal dos republicanos tem sido o vice-presidente Al Gore, pré-candidato à presidência nas eleições do ano 2000. Gore representa os EUA na comissão bilateral com a Rússia.
De acordo com The Washington Post, dezenas de bancos em todo o mundo estão sendo usados pelo crime organizado russo para legalização de dinheiro obtido por atividades mafiosas ou desviado do Estado. Austrália, Grã-Bretanha e China são alguns dos países para os quais a companhia Benex, dirigida pelo empresário ucraniano Semion Moyilevitch,s uspeito de ter comandado a lavagem de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões no Banco de Nova York. Uma dfas instituições investigadas é o Royal Bank of Scotland.

mockup