Washington, 23 (AE-AP) - Reforçando o temor de que grupos terroristas internacionais estejam tramando atentados contra os EUA na virada do ano, o FBI (polícia federal americana) pediu hoje (23) que a população fique alerta diante de pacotes suspeitos vindos do exterior.
"Temos informações não confirmadas de que há indivíduos que planejam enviar bombas em pequenos pacotes postais dirigidos aos EUA", alertou o FBI num comunicado. "O público deve ser cauteloso com embrulhos originários - ou portando selos ou marcas postais - de Frankfurt, na Alemanha, quando o remetente é desconhecido ou não familiar para o destinatário."
A polícia assinalou que os pacotes com essas características não devem ser manuseados nem abertos e precisam ser levados às autoridades. Funcionários do FBI disseram que não há previsão de datas para a eventual chegada dos pacotes-bomba e também não foram citados endereços específicos.
O presidente americano, Bill Clinton, ressaltou quarta-feira que o país está em situação de alerta máximo após a detenção de dois argelinos e de uma canadense nos Estados de Washington e Vermont, na fronteira com o Canadá. Entre outras medidas, foi reforçada a segurança em todos os portos, aeroportos e postos fronteiriços do país.
A canadense detida é Lucia Garofalo, capturada domingo junto com o argelino Bouabide Chamci numa remota travessia de fronteira no nordeste de Vermont. Promotores federais americanos afirmaram hoje que Lucia tem vínculos com uma organização internacional suspeita de ter patrocinado atividades terroristas do outro lado do Atlântico.
Os promotores assinalaram ter estabelecido conexão entre o carro que ela estava dirigindo, assim como o telefone celular que ela usava, e um membro da Liga Islâmica Argelina, Brahim Mahdi. O líder desta organização, Mourad Dhina, que supostamente reside na Suécia, estaria ligado a "organizações patrocinadoras de atos terroristas na Europa e Argélia", segundo documentos da promotoria.
De acordo com esses documentos, a conta do celular de Lucia foi aberta por Mahdi. E o carro que ela dirigia quando foi barrada na fronteira também está registrado em nome de Mahdi. Os promotores disseram que essas informações vêm de fontes da espionagem americana, sem dar detalhes.

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