Aos 50 anos de idade, a professora da rede pública de ensino, que prefere não se identificar, sofre de um transtorno alimentar que a acompanha desde a adolescência. Hoje, casada e mãe de dois filhos, lamenta o tempo que perdeu vivendo a Bulimia, transtorno que ela trata ainda hoje com acompanhamento psiquiátrico e psicológico.
''Sempre fui gordinha e sempre me comparei com minhas irmãs e amigas. Logo na juventude comecei a tomar anfetaminas e, por não conseguir perder peso, comecei a desenvolver Bulimia. Passei mal por várias vezes, vomitava muito, desmaiava, fui internada e, com 18 anos, cheguei a pesar 52 quilos. Sempre achei que ainda assim estava gorda. Eu tenho fissura em ser magra'', diz.
Depois de casada, a professora, que na época tinha acabado de ingressar no mercado de trabalho, chegou a sofrer dois abortos porque seu organismo não conseguia manter os fetos. Além disso, a professora sofre também de reumatismo e outras complicações que foram desencadeadas pela falta de nutrientes.
''Uma vez cheguei a quebrar meu pé num simples tombo. O médico disse que era porque meus ossos estavam muito fracos. Hoje tenho o apoio do meu marido e isso é importante porque sei que sou doente. Ainda tenho muita vontade em ser magra. Esses dias pedi pra ele uma cirurgia de redução de estômago de presente'', finaliza. (F.B.)

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