ETIQUETA IMPERIAL
Cumprimento - A saudação ao casal imperial deve ser feita apenas com a cabeça, e nunca com qualquer toque físico. Abraços e beijos, comuns na cultura ocidental, são totalmente proibidos. Somente poderá haver aperto de mãos se esta for a vontade do imperador. Neste caso, ele deve ser o primeiro a estendê-la.
Conversas - Os diálogos com o imperador também não podem acontecer de acordo com a vontade do interlocutor. As conversas acontecem apenas segundo a previsão do protocolo. Além de ter de usar o nível mais alto do idioma japonês, que requer a conjugação diferenciada de verbos e substantivos mais refinados, o tom de voz também deve ser mais baixo. Tudo para não ferir os ouvidos imperiais.
Agradecimentos - O famoso ‘‘arigatô’’ (obrigado), que costuma ser repetido por todos os brasileiros que tentam ‘arranhar’ o idioma japonês, jamais deve ser usado para agradecer ao imperador. Como membro mais importante da sociedade japonesa, o imperador merece um ‘‘obrigado’’ mais pomposo. Para imperadores, presidentes e pessoas mais velhas - muito respeitadas na cultura oriental -, o simples obrigado transforma-se em ‘‘Domo Arigatogozaimasu’’.
Tratamento - Não basta acertar no tom de voz e cumprimentar o imperador com um aceno de cabeça. Quando for se dirigir ao imperador ou até mesmo falar sobre ele, é proibido chamá-lo pelo nome. O correto é chamá-lo por ‘‘Tenno Heika’’, que siginifica ‘‘Vossa Majestade, o Imperador’’. Para a imperatriz Michiko, o cuidado é o mesmo. Para ela, o tratamento deve ser ‘‘Kogo Heika’’ (Vossa Majestade, a Imperatriz).
Roupas - Não há nenhum modelo de roupa proibido pelo protocolo imperial. Há apenas recomendações sobre a cor lilás, símbolo da corte, que deve ser evitada sempre que possível. Em relação aos acessórrios, a proibição é quanto ao uso de broches ou qualquer adorno semelhante a um crisântemo dourado de 16 pétalas - símbolo máximo da família imperial.

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