Etiópia e Eritréia prossegem combates na fronteira comum
Asmara, 07 (AE-REUTERS) Ignorando os apelos internacionais para acabarem com a violência bilateral, Etiópia e Eritréia prosseguiram hoje (07) com os combates pelo controle de sua disputada fronteira, no segundo dia seguido de enfrentamentos, acusando-se mutuametne de ter reiniciado as batalhas e de obter vantagem um sobre o outro.
A Eritréia afirmou que seu vizinho do sul havia lançado uma nova ofensiva na fortemente militarizada área de fronteira e que, como resposta, estava enviando helicópteros à região, a fim de auxiliar suas forças de terra.
A Etiópia declarou ter sido atacada primeiro, acrescentando que rechaçou um ataque a seu posto militar de Badme e que está fortalecendo sua posição para novos enfrentamentos.
O país também afirmou que a Eritréia havia recomeçado o fogo em outro frente militar, a leste.
Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, conclamou os dois países do chamado Chifre da áfrica a suspender os combates e encontrar uma solução negociada para o conflito.
Cada uma das partes acusa a outra pela eclosão da violência, iniciada ontem, mas afirmam estar em vantagem na luta.
Militares da Eritréia disseram que centenas de etíopes foram mortos e mais de 100 foram feitos prisioneiros, depois que duas brigadas inimigas foram subjugadas.
Mas o governo etíope responde, por sua vez, que as forças armadas de seu país estão obtendo vantagem nos combates. "As forças etíopes agiram rápido, caturando o posto militar de Geza Gerlase, estratégico para a Eritréia, afirmou a porta-voz governamental, Selome Taddesse.
Segundo a porta-voz, o exército etíope havia infligido "pesadas perdas" às unidades inimigas e estava consolidando sua supremacia sobre a região.





