Cairo, 04 (AE-AP) - No segundo dia da reunião entre os 15 países da União Européia (UE) e 52 nações africanas, a Etiópia acusou a comunidade internacional de só reagir à fome da áfrica "depois de ver nossos esqueletos na imprensa".
Os europeus contra-atacaram, dizendo que a guerra não-declarada entre Etiópia e Eritréia rouba o espaço que a fome poderia ganhar nos meios de comunicação.
O chanceler etíope Seyoum Mesfin disse ter prevenido em dezembro a comunidade internacional de que a fome no leste da áfrica agravada por um longo período de seca na região era iminente. Mesmo assim, concluiu ele perante os participantes da cúpula, "a resposta demorou muito".
A Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID), maior contribuinte do Programa Mundial de Alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU), vem acompanhando de perto a situação no sudeste etíope desde o mês passado.
A UE, por sua vez, afirma que o problema não é o de obter doações de alimentos, mas o de conseguir fazer chegar essas doações até os necessitados.
O comissário de Desenvolvimento Europeu Poul Nielson pediu à Etiópia e à Eritréia, os dois países em conflito na região, que entrem em entendimento a fim de permitir o envio de 800.000 toneladas de alimentos para toda a região flagelada pelo porto eritreu de Massawa.

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