Nenhum estudo científico demonstrou até agora que houve riscos de câncer para os usuários dos celulares, mas apesar de tudo é preciso seguir certos conselhos de utilização para reduzir ao máximo a exposição, indicaram ontem especialistas franceses. ‘‘Atualmente, cinco a dez anos depois do aparecimento dos celulares, os estudos disponíveis não permitem afirmar que existe risco de câncer do cérebro’’, explicou numa coletiva o professor Denis Zmirou (Faculdade de Medicina de Grenoble), que dirigiu um grupo de especialistas franceses encarregados de um estudo a respeito. Composto de especialistas diversos (epidemiologia, radiologia e física), o grupo, formado em junho passado, analisou 946 pesquisas e publicações para estabelecer a situação atual dos conhecimentos científicos a respeito. Vários estudos realizados na Europa e Estados Unidos não permitiram estabelecer que os riscos desse tipo de câncer aumentem com o uso de celulares.

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