A representante brasileira no Comitê Intergovernamental da Hidrovia Paraguai-Paraná, Maria Luiza Ribeiro Viotti, informa que os estudos oficiais indicam que os impactos ambientais seriam de baixa intensidade ou mesmo inexistentes.
‘‘De modo geral, os impactos foram considerados pouco significativos, e aqueles passíveis de maior intensidade, como os efeitos ocasionados aos peixes pelos aumento da turbidez da água durante os serviços de dragagem, poderiam vir a ser, segundo os estudos, facilmente controlados e reduzidos com o monitoramento e a interrupção dos serviços’’, assegura Maria Luiza Viotti.
Segundo ela, entre Corumbá (MS) e Nueva Palmira (Uruguai) serão realizadas obras em 92 passagens ou trechos críticos, que vão custar US$ 100 milhões. Maria Luiza Viotti disse também ‘‘que mesmo sem as obras de melhoramento, os fluxos de carga na hidrovia vêm crescendo’’.
Em 1992, 2 milhões de toneladas e, em 1994, 4 milhões de cargas foram transportadas pela hidrovia. Ela acredita que em 1997 esse volume deve chegar a 7 milhões. Soja e derivados (15,7%), minério de ferro (35%), manganês (3%), petróleo e derivados (22%) e trigo (5%) foram os produtos mais transportados pelos rios que formam a Bacia do Plata.(Luiz Taques)

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