Campinas, SP, 13 (AE) - A União Européia divulgou, hoje, três estudos sobre os impactos ambientais do plástico do tipo PVC quando dispostos em aterros sanitários ou incinerados. Os estudos mostram, que apesar de ser uma boa solução para revestimentos, decoração e móveis, o PVC torna-se um sério problema quando descartado. "O cloro contido no PVC reage com o carbono dos aterros ou do ar (quando é queimado) e libera substâncias tóxicas", explica Délcio Rodrigues, da entidade ambientalista Greenpeace.
Nos aterros são liberados ftalatos plastificantes, que persistem no ambiente, em média, por 80 anos. Se queimados a céu aberto, os PVCs liberam dioxinas e furanos, dois tipos de substâncias classificadas como altamente tóxicas. A entidade ambientalista defende o banimento do PVC em todo o mundo e sua substituição por alternativas menos prejudiciais ao meio ambiente. Porém, segundo os estudos da União Européia, a produção e consumo do PVC vem crescendo muito, porque se trata de uma alternativa barata e facilmente moldável, utilizada no revestimento de paredes, em peças de banheiro, móveis infláveis e de jardim.
Em 20 anos, a quantidade de PVC nos aterros europeus deve dobrar, passando das atuais 4,1 milhões de toneladas para 7 2 milhões. A reciclagem do PVC é possível, no entanto, ainda é pouco representativa. Até 2020, o total reciclado deverá ficar apenas entre 7 e 18% do total produzido. "O veredito é claro: depositar PVC em aterros sanitários é o mesmo que construir uma bomba relógio, incinerar este plástico cria ainda mais lixo tóxico que o existente antes da queima e reciclar não é a solução já que cedo ou tarde o problema retorna", declarou Axel Singhofen, especialista em substâncias tóxicas do Greenpeace na Europa.
"O PVC é um veneno ambiental e deve ter sua produção proibida tão rápido quanto possível". "No Brasil, felizmente, ainda estamos na pré-história do PVC, mas isso pode mudar rapidamente", acrescenta Délcio Rodrigues. Móveis de jardim de PVC já tem sido importados da Europa e a empresa brasileira líder na produção de PVC, a Trichem, da Odebrecht, está investindo no seu uso como revestimento de paredes e em esquadrias e peças utilizadas na construção civil.
"É importante que o consumidor opte por produtos ecologicamente mais amigáveis, mesmo sendo de plástico, como é o caso do polipropileno", recomenda o representante do Greenpeace. As etiquetas dos produtos plásticos normalmente dizem se eles contém PVC ou Vinil. O PVC era utilizado também em embalagens de alimentos ou bolsas de soro, sangue e plasma. Mas desde que se verificou que alguns componentes tóxicos do plástico reagiam com o conteúdo das embalagens, este uso vem sendo descontinuado.
Serviço - Links relacionados: União Européia (http://europa.eu.int/comm/environment/waste/facts_en.htm) Greenpeace International (http://www.greenpeace.org) Greenpeace Brasil (http://www.greenpeace.org.br)

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