Campinas, SP- Pesquisa realizada pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) identificou três mutações genéticas em pacientes com leucemia mielóide crônica que provocam resistência à droga mesilato de Imatinib -comercializada como Glivec-principal medicamento utilizado no combate à doença.
A descoberta das mutações possibilitará que os médicos adotem condutas diferentes durante o tratamento de pacientes que possuem leucemia e não respondem ao tratamento.
A leucemia é um tipo de câncer no sangue que atinge principalmente adultos. É provocada por uma anormalidade genética chamada de cromossomo Filadélfia. Esse cromossomo é formado por uma mutação de material genético envolvendo os cromossomos 9 e 22. A composição de parte desses dois genes resulta em um novo gene que produz uma proteína responsável pela doença.
As três mutações genéticas identificadas pela universidade de Campinas aconteceram exatamente no gene causador da doença, que já é um gene alterado.
Metodologia
A Unicamp realizou o estudo em 48 pacientes de 16 a 77 anos que estão em tratamento. Dezoito pacientes estavam na fase crônica da doença (inicial), 15 na fase acelerada e os outros 15 em crise blástica (estágio avançado).
Segundo a médica hematologista Kátia Pagnano, dos 48 pacientes analisados 23% (11) apresentaram resistência ao medicamento Glivec. Destes 11 pacientes, cinco que estavam na fase avançada da doença foram objeto de estudo de iniciação científica. Quatro deles apresentaram a mutação genética, resistente à medicação.

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