Estudo vai definir modelos de gestão para parques do Paraná
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Mariana Franco Ramos<br> Reportagem Local 
Curitiba - O Instituto Semeia, de São Paulo, deve iniciar nos próximos dias um estudo para avaliar o potencial de implementação de diferentes modelos de gestão para quatro parques estaduais. A parceria com a organização foi firmada ontem, durante solenidade no Palácio das Araucárias, em Curitiba. Os secretários do Meio Ambiente, Ricardo Soavinski, do Planejamento, Silvio Barros, e a diretora-executiva da ONG, Ana Luisa Mancini Da Riva, assinaram um termo de cooperação. A ideia é avaliar a possibilidade de conceder as áreas à iniciativa privada, como forma de catalisar o "potencial" de cada uma delas
O Estado possui 68 unidades de conservação, sendo que 14 fazem atualmente parte do Programa Parques do Paraná, lançado no fim de junho, também com o Semeia, com objetivo de estimular o turismo sustentável, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento regional. Para o estudo, foram escolhidos o Monge, na Lapa; o de Vila Velha, em Ponta Grossa; o Guartelá, em Tibagi; e a Ilha do Mel, em Paranaguá. O prazo para conclusão dos trabalhos é de cinco meses. A princípio, o instituto arcará com os custos da consultoria.
"Estamos pegando quatro, mas dando certo depois vamos fazer com os outros. Temos de começar com os pés no chão", afirmou Soavinski. Segundo ele, há uma série de atividades nos parques que já não são de responsabilidade do Executivo, como comercialização de lanches e souvenirs, viagem de visitantes, cobrança de ingresso e transporte. "Não é um funcionário do governo que vai lá atuar como guia ou prático, por exemplo. Só que não dá para deixar a iniciativa privada simplesmente explorar. Tem de ter licitação e, para ter licitação, um estudo com bases econômicas e exigências técnicas", explicou.
Para Barros, os parques paranaenses podem ser considerados verdadeiras "pedras preciosas", muitas das quais pouco exploradas. "Proteger essas pedras preciosas tem custo. Se permitirmos o acesso da população a elas então, o custo é maior. Por isso que precisamos contratar quem tem a expertise", afirmou. "A gente vai procurar, ao longo desse período, conversar, ouvir as empresas e organizações, para despertar o interesse delas de trabalhar com o governo. O que seria importante oferecer como contrapartida? Existem medos, inseguranças e riscos. O que procuramos fazer é entender esse perfil para, ao final, entregar um relatório que maximize a chance de exito.", completou Da Riva.
Além das quatro unidades que fazem parte do termo de cooperação, o projeto inclui outras dez : Pico Marumbi, em Morretes; Serra da Baitaca, na Região Metropolitana de Curitiba; Cerrado, em Jaguariaíva; Rio da Onça, em Matinhos; Mata dos Godoy, em Londrina; Campinhos, em Tunas do Paraná; Amaporã, em Amaporã; Lago Azul, em Campo Mourão, e São Camilo, em Toledo. Órgãos como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Sebrae-PR, a Paraná Projetos, o Instituto de Terras, Cartografia e Geociências, a Fecomércio e o Ministério Público (MP) serão envolvidos.


