Estudo vai apontar localização de passarelas
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terça-feira, 25 de junho de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Cambé A "aventura" de atravessar a PR-445, no trecho urbano de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), poderá tornar-se mais segura com a obra de duplicação da rodovia. Técnicos do Departamento de Estradas e Rodagens do Paraná (DER-PR) realizam na quinta-feira uma vistoria técnica para definir os locais onde serão instaladas três passarelas.
De acordo com a 2ª Companhia da Polícia Rodoviária, o trecho urbano da rodovia, entre Londrina e Cambé, que tem cerca de 20 quilômetros, registrou 26 atropelamentos em 2012, com 23 feridos e uma vítima fatal. Somente este ano já aconteceram nove atropelamentos, com sete feridos e um morto.
O objetivo do DER é ouvir os moradores para que apontem os locais mais indicados para receber as passarelas. "Vamos levar em consideração a necessidade e o desejo dos moradores da região e também a questão técnica para a definição das posições", explicou o superintendente da Regional Norte do DER-PR, José Ferreira Heidegger.
Na região, não é difícil encontrar moradores que têm histórias de acidentes ocorridos no trecho para contar. "Fui atropelado há um ano. Uma moto saiu de trás de um caminhão e eu já estava no meio da pista. Quebrei o dedo da mão e machuquei a perna", conta o aposentado Miguel Zamunel, de 81 anos, morador há 20 anos do Conjunto Novo Bandeirantes, em Cambé. "Todos os dias enfrento esta dificuldade para atravessar a rodovia. Uma passarela vai ajudar bem."
A vendedora Andréa Alencar, de 52 anos, trabalha há cinco anos às margens da rodovia e já presenciou diversos atropelamentos. Ela acredita que seria necessário instalar passarelas na altura dos jardins Novo Bandeirantes e Silvino e na entrada do Conjunto Castelo Branco, em Cambé. "Aqui no Novo Bandeirantes existem dois colégios, um de cada lado da rodovia, além de uma creche. O fluxo de crianças e idosos é muito grande", ressaltou.
Outro ponto crítico citado por moradores é a região do Conjunto Ana Elisa. "Aqui já morreu muita gente. A colocação de um sinaleiro já aumentou a segurança, mas realmente precisa de uma passarela", frisou Terezinha Duarte, de 76 anos, que há mais de 40 anos mora perto da rodovia.
A vendedora Sueli Chepansk, de 42 anos, moradora do Conjunto Avelino Vieira (zona oeste de Londrina), acredita que a entrada do bairro, que faz divisa com Cambé, também precisa de uma passarela. "Acho que aqui, diferente de outros lugares, as pessoas vão usar. O movimento é muito grande e o número de acidentes também. Vai ser útil", garantiu.
Além das passarelas em Cambé, o projeto de duplicação da PR-445 prevê a instalação de duas estruturas no trecho urbano de Londrina. Segundo o secretário municipal de Obras, Sandro Nóbrega, devem ser montadas perto da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na zona oeste, onde o fluxo de pedestres é grande, e no trecho entre os conjuntos Cafezal e Saltinho, na zona sul. "Neste local já existe uma passarela, que será demolida já que a duplicação passa exatamente onde ela está construída", explicou Nóbrega.


