Estudo sugere respeito a limites
Estudo sugere respeito a limites
Embora nossa dependência em relação aos ecossistemas seja óbvia, a tarefa de integrar considerações sobre a capacidade dos ecossistemas nas decisões relativas ao desenvolvimento é díficil, diz o relatório do World Resources Institute. E a maior dificuldade de todas é o fato das pessoas em todos os níveis, do produtor rural lá na base ao político da capital, não conseguirem fazer bom uso do conhecimento disponível ou não terem acesso à informação básica sobre as condições e as perspectivas de longo prazo dos ecossistemas.
É por isso que os autores do relatório recomendam conhecer o funcionamento dos ecossistemas, respeitando seus limites naturais e manejando-os preferencialmente de forma holística e não setorizada. Também recomendam o monitoramento regular e o estudos dos processos que asseguram sua capacidade de sustentar a vida, de modo a tornar possível medir as consequências das decisões e escolhas políticas.
Ainda que alguns tipos de dados sejam disponibilizados em abundância, sua análise mostra que ainda não há coordenação de esforços. As escalas divergem, medidas diferentes desafiam a integração e diferentes fontes de informação muitas vezes desconhecem os resultados relevantes de uma e de outra, criticam os autores, que se propõem a organizar uma proposta integrada de ação, a que chama de Millenium Ecosystem Assessment.
No alvorecer de um novo século, nós temos a habilidade de mudar os sistemas vitais deste Planeta para melhor ou para pior. Para mudar para melhor , precisamos reconhecer que o bem-estar das pessoas e ecossistemas estão interligados e que a teia está se esgarçando, resume Klaus Toepfer, diretor do PNUMA. Nós precisamos repará-la e temos os instrumentos em mãos para fazê-lo. (A.E.)





