Rio, 05 (AE) - O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéroviárias (Snea), brigadeiro Mauro Gandra, divulgou hoje um estudo sobre o impacto do aumento de 20% no querosene de aviação, da elevação de 2% para 3% na Cofins e da desvalorização do dólar no preço das passagens domésticas. Considerando um cenário do dólar a R$ 1,90, a projeção é da necessidade de reajuste de 17,83% em função do reflexo na planilha de custos das companhias aéreas, que absorvem de 30% a 45% de custos em dólar.
O brigadeiro Gandra explicou que foram feitos ainda estudos técnicos com base em outros dois cenários: um com a cotação do dólar a R$ 2,00 e outro a R$ 2,10. Na primeira hipótese, o impacto sobre os custos provocaria uma necessidade de reajuste de 19,20%, segundo o presidente do Snea. A outra projeção calcula um aumento de 20,55% nas passagens domésticas. Ele lembrou que estas previsões devem ser adequadas às peculiaridades de cada empresa. A situação das empresas aéreas não é boa, segundo o brigadeiro Gandra.
"Vejo um cenário sombrio", reclamou. Ele explicou que elas enfrentam queda entre 10% e 12% nas vendas de passagens domésticas e de redução de 40% nas reservas de vôos internacionais este ano. O presidente do Senea ressaltou que este fraco desempenho, somado à queda de 37,5% no preço médio das passagens domésticas no ano passado, que não foi compensada com o aumento do número de passageiros, gera dificuldades para as companhias.
Para o brigadeiro Gandra, as empresas precisam de fôlego para se recuperar. Este é o argumento para a proposta de que seja dado um perdão temporário de dois para as empresas que estão inadimplentes no pagamento de tarifas aeroportuária com a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

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