Nova York, 06 (AE-AP) - Um estudo realizado com mais de um milhão de americanos proporcionou a aprova mais convincente até o momento de que a obesidade pode reduzir a vida de uma pessoa.
A pesquisa, a de maior alcance já realizada sobre obesidade e mortandade, mostra que pessoas com excesso de peso apresentam uma taxa maior de mortes prematuras, e isso se aplica também a não fumantes e a pessoas que gozam de boa saúde em sua idade mediana.
Os resultados da pesquisa, efetuada pela Sociedade Norte-americana sobre o Câncer, foram publicados no número de hoje da revista especializada New England Journal of Medicine.
"Aparentemente, o estudo resolve de uma vez por todas qualquer dúvida sobre se a obesidade aumenta o risco de morte e doenças", afirmou a endocrinologista e especialista em saúde preventiva JoAnn Manson, da Universidade de Harvard.
Durante o estudo, foi calculado de cada pessoa o índice de massa corporal (IMC), o mesmo que a proporção entre o peso e a estatura. Os resultados foram ajustados por idade, educação, atividade física, consumo de álcool, estado civil, uso de aspirinas e consumo de gordura e vegetais.
Entre os homens e mulheres brancos saudáveis e que não fumavam, e homens negros em iguais condições, encontrou-se um crescente risco de morte a partir de um IMC 15, correspondente a uma mulher de 1,55 metro e 68 quilos, e um homem de 1,68 m e 79 kg.

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