D.S., de 15 anos, diz que não suporta bebida alcoólica. "Não desce." Mas fuma desde os 13 anos. Inclusive maconha. Começou por influência das amigas e não parou mais. Um ano mais velho do que ela, A.S. consumiu tanta maconha e fumou tanto crack, segundo ele, que decidiu largar quando viu que as drogas já estavam afetando sua memória. "Agora só bebo", confessa. "O que tiver na banca, nóis toma (sic)." Foi pela maconha que D.S.R.R., de 15, se iniciou nas drogas. Diz que já tentou parar, mas não conseguiu. Chega a fumar dois maços de cigarros por dia. Os três estudam no mesmo colégio estadual onde, garantem, outros vários colegas compartilham dos mesmos vícios.
Esses adolescentes ouvidos pela FOLHA na saída da aula reforçam o perfil que os educadores físicos Dartagnan Pinto Guedes e Márcio Teixeira, professores do Mestrado em Exercício Físico na Promoção da Saúde da Unopar, traçaram em uma pesquisa inédita realizada com 6 mil jovens de 15 a 18 anos do ensino médio das escolas do Paraná. O que eles querem com esse estudo é mostrar que, por causa dos comportamentos de risco adotados por muitos jovens nessa faixa etária estarem associados, de nada adiantam ações isoladas e descoladas de uma proposta pedagógica. É preciso incluir no currículo escolar uma disciplina específica de educação para a saúde direcionada a discutir ações de intervenção. Esses comportamentos de risco incluem consumo de álcool e drogas, porte de armas, agressões físicas, tentativas de suicídio, atividades sexuais sem prevenção e má alimentação, entre outras atitudes nocivas à saúde.

Pesquisas apontam que pessoas que fumam maconha estão suscetíveis aos mesmos problemas das pessoas que fumam tabaco, como asma, enfisema pulmonar, bronquite e câncer

Subproduto da cocaína, seu uso provoca sensação de euforia e sintomas paranoicos, com alto grau de dependência do vício

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

mockup