Washington, 17 (AE-REUTERS) - Um estudo encomendado pelo Escritório de Política Nacional para o Controle de Drogas da Casa Branca ao Instituto de Medicina (IOM) dos EUA respaldou com veemência o uso medicinal da maconha, declarando que para algumas pessoas com enfermidades graves - como a aids - a droga poderia ser um dos tratamentos disponíveis mais efetivos.
Entre as conclusões do estudo - que prometem provocar uma profunda revisão dos esforços americanos para proibir totalmente o uso da maconha -, estão: "a droga não é particularmente aditiva e não parece ser uma porta para o uso de drogas mais pesadas, como a heroína". O IOM assinalou também que não existem provas que indiquem que o uso médico da maconha possa provocar um aumento no consumo público da droga.
O informe do IOM, produto de mais de 18 meses de pesquisas, sublinou, porém, as contínuas preocupações acerca da maconha, destancando que fumar a droga de forma habitual pode ser perigoso para a saúde e pediu, por isso, por mais estudos sobre como funciona realmente a droga no corpo humano.
Mas as revisões médicas independentes de pesquisas científicas e experiências em pacientes, informa o IOM, mostrou um "consenso substancial" para indicar que, para algumas pessoas, os benefícios médicos potenciais da maconha superam seus perigos.
As pesquisas dos últimos 16 anos criou uma nova visão sobre as formas como as drogas derivadas da canabis afetam o cérebro e o organismo e sua eficácia em diminuir a dor.
Segundo o estudo da OIM, o objetivo das novas investigações médicas e farmacêuticas deveria ser o da criação de uma droga "não fumada e de efeito rápido" que imite a veloz ação de um baseado.
Mas os autores do estudos destacaram o fato de que é provável que os pacientes em estado grave não queiram esperar por essa nova forma da maconha.

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