Washington, 19 (AE-AP) - O maior estudo internacionais para avaliar o risco de infecção em pacientes que receberam transplante de órgãos de porcos afirma não ter identificado nenhum caso de infecção. Os pesquisadores, da companhia Imutran, analisaram 160 pacientes que se submeteram a esse tipo de cirurgia e não detectaram presença de vírus transmitido pelos animais, uma dos maiores riscos desse tipo de operação.
O resultado da pesquisa britânica, publicada na revista Science, foi confirmada pelos Centro para Prevenção de Controle de Doenças dos Estados Unidos. "Acreditamos que este seja um passo importante no desenvolvimento de uma técnica (transplante de animal para humanos) potencial para salvar vidas", declararam os pesquisadores.
Os vírus que os cientistas tentaram identificar são conhecidos como retrovírus suínos, que são residentes permanentes no material genético dos porcos e parecem não afetar os animais. Especialistas temem que, em humanos, causem danos. Na pior das hipóteses, o vírus poderia mutar para a forma humana e provocar epidemias.
Os pesquisadores da Imutran, uma divisão da suíça Novartis Pharma AG, estudaram pacientes no mundo que haviam recebido pele de porcos em enxertos ou transplante de células do pâncreas para tratar diabete.
Os pacientes foram testados para detectar infecções ativa, latente e anticorpos capazes de indicar se os pacientes haviam sido expostos ao vírus. Eles identificaram quatro pacientes com anticorpos do vírus, mas acordaram que isso não significaria que eles estavam infectados. De acordo com Savill, essas pessoas podem ter sido expostas a um vírus similar, humano, ou podem ter disparado resposta ás células do animal em seu sangue.

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