Curitiba- Entre a população de 13 estados brasileiros, os paranaenses são os que menos traem seus parceiros. A informação é do cruzamento de dados do Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, feito com mais de 7 mil pessoas pela psiquiatra e professora da Universidade de São Paulo (USP), Carmita Abdo, com dados do Ibope coletados em 2003. Segundo o estudo, ''apenas'' 43% dos homens e 19% das mulheres do Paraná têm ou já tiveram um caso extraconjugal.
Já os infiéis, segundo o estudo, estão concentrados principalmente no Rio Grande do Sul, que obteve a maior média de traição. Lá, 60% dos homens e 32% das mulheres admitem estar traindo ou já terem traído sua companheira ou companheiro. Os dados do Ibope mostram que 10% dos brasileiros e 2% das brasileiras traíram nos últimos seis meses. Essa é a média mundial. Na ala masculina, o Brasil é o 9º no ranking e entre a traição feminina é 13º.
Segundo a autora do estudo, um questionário foi distribuído a diversas pessoas em várias cidades. O próprio entrevistado escrevia suas respostas sem assinar o nome. Essa foi a forma encontrada de deixar os pesquisados à vontade, já que é bastante comum que as pessoas mintam quando se trata da vida sexual.
A traição foi um dos itens entre os 87 perguntados. ''Precisávamos de dados regionalizados para sabermos quais os problemas específicos de cada lugar e a melhor forma de tratamento para os problemas das pessoas'', explica Carmita.
Quanto ao resultado do Paraná, a psiquiatra diz que os paranaenses têm características de ser um povo que vive melhor a dois, pois age com maior insistência no relaciomento.
A maior parte das traições femininas e masculinas tem caracterísicas diferentes. A mulher geralmente trai quando está insatisfeita afetivamente. Já o homem é capaz de trair pelo de fato de se sentir atraído por outra pessoa, sem sentimentos envolvidos. ''A mulher é mais auditiva. Se chega alguém e diz algo que a faz sentir bem, amada, ela é capaz de ceder. O homem é mais visual, cede por causa da atração física'', analisa a médica e sexóloga Luciana Amaral.
Talvez justamente por essa razão que as mulheres tenham mais facilidade em perdoar, uma vez que sabem que seu parceiro não teve envolvimento afetivo com a amante, diz ela. Luciana destaca que as mulheres nunca esquecem uma traição e podem se tornar perseguidoras depois de traídas, vigiando cada passo do companheiro.

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