Estudo mostra efeito do aquecimento em áreas "nobres" do planeta Do correspondente Gilles Lapouge
Paris, 31 (AE) - Dentro de cinquenta anos já não será tão divertido ser turista. Os que teimarem em frequentar alguns locais mais elegantes, mais belos, mais procurados do Planeta, adquirirão uma "passagem para o inferno". Por exemplo, nas divinas praias do Mediterrâneo, sobretudo as da Turquia, os banhistas ficarão tostados como gafanhotos numa frigideira.
Estas previsões desanimadoras são sérias. Foram feitas pelo WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e são resultado de cálculos realizados pelos centros mais eficientes do mundo, como Norwich, na Inglaterra, etc... Um material impressionante foi mobilizado para "modelar" o clima do ano 2050: para fazer previsões globais a um século de distância é preciso, segundo um pesquisador, mil horas de cálculo no computador mais possante do mundo, como por exemplo o Fujitsu, da Météo France (Instituto Nacional de Metereologia da França).
O organismo que encomendou as pesquisas está encantado com suas previsões calamitosas. O WWF travou efetivamente uma guerra contra o "efeito estufa" (que fez a terra inteira ganhar mais meio grau de calor em 150 anos), mas não convenceu os países poluidores (industriais) a limitar suas emiss$os de CO2 ou de metano.
Porque, segundo o WWF, os países ricos não levam a sério estes perigos? Porque os especialistas em clima têm o hábito de evocar efeitos preocupantes sobre os países tropicais, os desertos do Sahel, etc... zonas do globo bastante afastadas dos desejos e dos cuidados dos países dominantes. Mas, o estudo atual mostra que, na realidade, em 2050, as regiões onde os turistas vão relaxar ou repousar são as que se tornarão infrequentáveis por causa do aquecimento global.
Alguns detalhes: no Oceano Índico, as Ilhas Maldivas (paraíso da pesca submarina) terão desaparecido sob as águas do mar. A "côte dAzurre"(costa azul) na França, a "costa brava" na Espanha, serão fornalhas e suas florestas terão queimado ou desaparecido. A malária chegará ao Sul da Espanha. A Austrália será repleta de câncer da pele.
Até mesmo os esportes de inverno, o esqui, por exemplo, serão afetados. A região dos Alpes, um dos lugares altos das pistas de esqui, receberá muito menos nuvens do que hoje. A temperatura dos oceanos aumentará por causa da saturação de CO2 e uma parte da Flórida seráinundada. O relatório calcula que vastas regiões do mundo , hoje prósperas exclusivamente graças ao turismo, estarão condenadas à ruina.
Um dos aspectos curiosos desses estudos refere-se à pluviosidade: efetivamente, o aumento da temperatura terá o efeito de agravar a secura nos países quentes (Mediterrâneo, áfrica do Norte, etc.). Em contrapartida, esta mesma elevação da tempoeratura desenvolverá a pluviosidade nas regiões atualmetne temperadas. Segundo os especialistas, este seria o caso da França que, em 2050, poderia ver-se cortada em duas zonas: a metade Sul, ressecada como um osso. A metade Norte, úmida como um sonho de rã.





