Estudo encontra evidência de vida de 3.7 bilhäes de anos
Washington, 28 (AE-REUTERS) - Pesquisadores dinamarqueses informaram hoje (28) ter encontrado o que poderia ser a evidência mais antiga sobre a vida na Terra, um sinal deixado por um plâncton há 3,7 bilhäes de anos.
Não existe evidência direta, mas Minil Rosing e seus colegas do Museu Geológico em Copenhague, na Dinamarca, buscaram sinais químicos em rochas antigas do oeste da Groelândia.
"Os fósseis mais antigos têm idade de 3,5 bilhäes de anos e poderiam representar a cianobacteria fotossintética", escreveram os cientistas em informe publicado na revista Science.
Trata-se de bactérias que, como as plantas, se alimentam de energia solar. O grupo assinalou que tais bactérias seriam seres bastante complexos.
"É possível assumir que uma vasta cadeia de passos evolutivos precedeu o desenvolvimento desses organismos complexos", escreveram.
Toda a vida sobre a Terra está baseada no carbono e os seres vivos provocam mudanças químicas nesse elemento. A equipe procurou duas variantes particulares, os isótopos, conhecidos como carbono 12 e 13 . O plâncton moderno tem alto conteúdo de carbono 12 e pouco carbono 13.
O grupo examinou glóbulos microscópicos de grafite, que é carbono puro, de algumas rochas metamórficas que se conhece há 3,7 bilhäes de anos e foram sedimentadas no fundo do mar.
Os níveis de carbono 12 e 13 foram semelhantes aos encontrados em depósitos mais modernos, que incluem remancescentes de plâncton. Os cientistas interpretaram isso como evidência de que as rochas contêm rastros químicos de plâncton muito antigo, o que teria sido uma das primeiras formas de vida sobre a Terra.





