Estudo é o primeiro em população sadia
Foram dois meses para coleta de dados e seis para análise dos resultados da pesquisa para a tese de doutorado defendida na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP/SP). O estudo intitulado ''Avaliação do hábito e fatores de risco para a incontinência anal'', da enfermeira Rita Domansky, é inédita no Brasil e na América Latina.
''É um estudo pioneiro porque foi feito em população sadia. A maioria das pesquisas sobre hábito intestinal trabalha com uma amostra de pacientes vinculados a serviços de saúde, ou com alguma alteração intestinal já estabelecida. É o primeiro estudo dessa dimensão na população normal'', avalia.
Foram entrevistadas 2.162 pessoas, homens e mulheres com idade entre 18 e 86 anos, em todas as regiões de Londrina. Para que a pesquisa fosse representativa, ela consultou a base de dados do IBGE, e os bairros e ruas foram sorteados para a pesquisa domiciliar. O questionário incluiu questões como a frequência com que evacuavam, a consistência das fezes, presença de dor, horário e posição adotada para evacuar.
O questionário, segundo ela, pode ser utilizado por profissionais de outros municípios e regiões para ampliar o conhecimento sobre o tema quanto aos brasileiros. O investimento na pesquisa foi de R$ 30 mil, uma parte financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). (Reportagem Local)





