Rio, 10 (AE) - Para sustentar um crescimento econômico médio de 4% ao ano a partir de 2000, como pretende o governo, o País necessitará de investimentos em infra-estrutura, tecnologia e formação de mão-de-obra de US$ 165 bilhões até 2007. A conclusão consta do estudo "Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento", feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social em conjunto com o Ministério do Orçamento e Gestão.
O estudo será divulgado amanhã, em seminário na sede do BNDES, que terá a participação do presidente do banco, Andrea Calabi. Segundo o levantamento técnico, a rede Sudeste, formada pelos setores industriais de São Paulo e Minas, além do Rio e do Espírito Santo, demandará cerca de 33% destes recursos. A região contribui com cerca de 55% do Produto Interno Bruto Nacional.
Segundo a chefe do Departamento de Política Operacional do BNDES, Yolanda Ramalho, o setor privado terá de responder pela maior parcela dos investimentos. "Para chegar à cifra total, pesquisamos o que existe hoje de produção nacional e calculamos as potencialidades até 2007 para chegar à previsão do crescimento da produção", explica a coordenadora do estudo. "Chegamos à conclusão de que se não houver suporte em infra-estrutura, não será possível crescer 4% do PIB ao ano." A estrutura econômica do País foi dividida em nove eixos para a formulação do crescimento sustentável. "Os recursos públicos são muito escassos e era preciso identificar que áreas podem ter efeito de multiplicar os investimentos", diz Yolanda. Em alguns setores, os recursos deverão vir basicamente do setor privado, como telecomunicações (100%) e transporte e energia (60%). No total, 45% dos investimentos caberão ao Estado.
O estudo será usado para subsidiar o Plano Plurianual, de 2000 a 2003, que o governo apresentará ao Congresso até 30 de agosto. Além disso, o BNDES apresentará o resultado a potenciais investidores e a organismos financeiros internacionais, como o Banco Mundial.

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