WASHINGTON- Todo o sofrimento e as privações pelas quais passam as pessoas ao fazerem uma dieta podem ser em vão. Um estudo publicado ontem nos Estados Unidos mostrou que as mulheres que abrem mão de suculentos filés em troca de insossas folhas de alface para evitar câncer ou doenças do coração após a menopausa podem não obterem os esperados benefícios.
''Simplesmente se limitar a ingerir comida pobre em gordura provavelmente não fará grandes benefícios para a saúde na maioria das mulheres'', disse Marcia Stefanick, professora de Medicina do Stanford Prevention Research Center, que participou do estudo publicado na edição de ontem do Journal of the American Medical Association.
O estudo, que derruba as mais populares teorias sobre nutrição, indica que seguir uma alimentação pobre em gordura não reduz significativamente a incidência dos cânceres de mama, colo-retal, doenças do coração ou AVC em mulheres saudáveis que já passaram pela menopausa.
No entanto, as 48.835 mulheres de 50 a 79 anos que reduziram a ingestão total de gordura apresentaram um risco 9% menor de desenvolver câncer de mama do que aquelas que não fizeram mudanças em sua dieta, segundo os cientistas.
Mas a diferença não é suficientemente grande para considerá-la estatisticamente significativa. Por exemplo, em um grupo de 10 mil mulheres, 42 das que se alimentaram com comida pobre em gordura desenvolveram câncer de seio anualmente contra 45 no grupo que manteve seus hábitos alimentares.

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