Nações Unidas, 25 (AE-AP) - Um estudo da ONU divulgado hoje (25) indica que o estupro de mulheres de etnia albanesa "é uma prática amplamente difundida" entre as tropas sérvias em Kosovo.
O estudo, realizado pelo Fundo Populacional da ONU, é baseado em entrevistas conduzidas pela psicóloga Dominique Serrano-Fitamant com 35 mulheres em campos de refugiados e maternidades da Albânia no início deste mês. Segundo a pesquisadora, as mulheres concordaram em falar sob a condição de que seus nomes não fossem revelados.
A agência da ONU, que enviou medicamentos, incluindo a pílula do dia seguinte para as vítimas de estupro, para Kosovo, afirmou que o estudo é a primeira tentativa das Nações Unidas de verificar a intensidade e a natureza da violência sofrida pelas refugiadas.
Serrano-Fitamant, que é especializada no estudo de violência sexual, afirmou que todas as 35 mulheres entrevistas foram estupradas ou violentadas em Kosovo. A maioria era casada e tinha de 15 a 25 anos. Algumas estavam grávidas.
Segundo denúncias de refugiadas, os soldados e policiais sérvios reuniam grupos de 5 a 30 mulheres que eram levadas a locais desconhecidos e estupradas sob ameaça de ser queimadas vivas. Muitas das vítimas temem agora ser abandonadas por seus maridos e famílias.

mockup