Rio, 1 (AE) - Um estudo realizado pela Firjan mostra que o aumento do salário mínimo para R$ 180 não teria impacto representativo na folha de pagamento de 95% das indústrias do Estado. No segmento de pequenas e médias empresas, apenas 9,1% das indústrias seriam afetadas. Os dados foram apresentados pela Firjan aos deputados que fazem parte da Comissão do Salário Mínimo da Câmara. O estudo foi baseado em uma pesquisa junto a 120 indústrias fluminenses.
"A Firjan é favorável ao salário mínimo de R$ 180", afirmou o presidente da federação, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira. Ele defendeu a idéia de que, para viabilizar o reajuste do mínimo, poderia haver uma redução da taxa de 2,5% que as indústrias pagam para financiar o sistema Sesi-Senac. O presidente da Firjan sugeriu ainda o estudo do aumento das alíquotas de Imposto de Renda para pessoas físicas de alta renda.
O presidente da Comissão, deputado Paulo Lima (PMDB-SP), informou que já combinou com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a prorrogação dos trabalhos do grupo até 30 de março. Na agenda da Comissão, já estão marcadas audiências, na próxima sexta-feira, com os ministros da Fazenda, Pedro Malan, da Previdência, Waldeck Ornélas, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares. No próximo dia 24, os deputados se reunirão com os dirigentes da Fiesp.