Existem no País aproximadamente dois milhões de quilômetros quadrados de terras que poderiam ser usados para a reforma agrária. Este número representa praticamente um quarto do Território Nacional. A conclusão é de um estudo feito pelo Centro de Monitoramento Ambiental por Satélite, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O levantamento foi solicitado pelo ministro da Reforma Agrária Raul Jungmann. Oito pesquisadores do órgão tabalharam no monitoramento.
A metade da área disponível se concentra na região Centro-Oeste, com um milhão de quilômetros quadrados, entre cerrados, pastagem e agricultura de baixa produtividade. Essas áreas atingem principalmente os estados de Mato Grosso, Goiás e o Sul de Tocantins. O estudo indicou ainda que a região Norte possui cerca de 450 mil quilômetros quadrados de áreas disponíveis. Na região Nordeste há outros 250 mil quilômetros quadrados, entre o Maranhão, meio-Norte e nas áreas de cacau, na Bahia, e de cana-de-açúcar, em Alagoas.
Na região Sudeste existem 300 mil quilômetros quadrados de áreas disponíveis, entre a Zona da Mata e o Triângulo Mineiro. Apenas na região Sul do País não existem grandes áreas disponíveis para serem utilizadas da reforma agrária. ‘‘Isto não quer dizer que não há na região pequenas propriedades que poderiam ser utilizadas para esta finalidade’’, destacou o pesquisador.

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