Estudo confirma posição acanhada das exportações do Brasil nos EUA Do correspondente Paulo Sotero
Washington, 27 (AE) - As empresas brasileiras ficaram entre as três maiores fornecedoras em apenas cinco dos cem principais produtos importados pelos Estados Unidos em 1999, um ano em que o mercado norte-americano foi o único onde as exportações do País aumentaram.
Madeiras, aviões, calçados, café e ouro. Em outros dez produtos, as companhias brasileiras apareceram entre as seis maiores fornecedoras. Essas informações constam de um levantamento recém concluído pela Universidade de Georgetown a pedido do embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa.
O trabalho, que foi realizado por Zuleika Arashiro, estudante brasileira do curso de mestrado no Centros de Estudos da América Latina, confirma a posição acanhada que o País ocupa no maior e mais dinâmico mercado do mundo.
Ele será usado agora no desenho de desenho de uma estratégia de busca áreas novas de exportação para produtos brasileiros nos dez estados dos Estados Unidos que tem as relações comerciais mais intensas com o Brasil.
"Além de lutar contra as barreiras comerciais que os EUA impõem aos nossos produtos, é importante identificar e desenvolver nichos de mercado e é nisso que estamos trabalhando", disse Barbosa.
"Embora nossas exportações tenham aumentado no ano passado para os EUA, que é o maior e o mais dinâmico do mundo, caiu de 1 7% em 1995 para 1% em 1999."
O mapeamento das exportações brasileiras nos EUA é também fruto de um trabalho iniciado recentemente pela embaixada em Washington para elevar o interesse pelo Brasil e colocar o País no mapa do mundo acadêmico na capital americana, do qual ele praticamente desapareceu desde o fechamento do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Johns Hopkins, no início da década passada.
Georgetown, uma universidade jesuíta com forte tradição no estudo das relações internacionais, começa a ocupar esse espaço em breve. Barbosa informou ontem que a Coca-Cola concordou em apoiar a criação de um centro de estudos brasileiros na em Georgetown.
O lançamento do centro está pervisto para abril, como parte de vários eventos que marcarão os 500 anos do Brasil. Segundo o embaixador, a filial brasileira da companhia já se comprometeu em contribuir com uma parte substancial do orçamento inicial de US$ 900.000 dólares apresentado pela universidade para iniciar o centro de estudos, que começará com a contratação de um professor brasileiro visitante.
Paralelamente, Barbosa disse que está buscando apoio empresarial para para criar um centro de estudos brasileiros na Universidade de Columbia, em Nova York, e programas de estudos brasileiros no Woodrow Wilson Center e no Center for Strategic and International Studies, dois importantes "think tanks" em Washington.
Um levantamento feito pela embaixada mostrou que, desde 1995, mais de 400 teses sobre temas brasileiras já foram apresentadas ou estão sendo preparadas em universidades dos EUA.





