Estudo comprova benefícios com ingestão mínima
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segunda-feira, 03 de dezembro de 2007
(Reportagem Local) 
A pesquisa, realizada por especialistas do Hospital-Universidade Reina Sofia e Instituto Salud Carlos III, da Espanha, e Universidade de Cambridge, da Inglaterra, publicada na revista ''Diabetes Care'', da Associação Americana de Diabetes, comprovou que a ingestão diária de uma quantidade mínima de azeite evita a formação de gorduras na região visceral, aquela que se forma na cintura.
O estudo acompanhou pacientes com gordura abdominal acumulada que receberam, por um período de 28 dias cada, três tipos de dietas: uma baseada em gordura saturada, a segunda com monoinsaturada e a última com carboidratos. A pesquisa concluiu que uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas retrai a distribuição da gordura na região da barriga.
''A gordura monoinsaturada, presente no azeite extravirgem, abaixa o colesterol ruim (LDL) e aumenta o colesterol bom (HDL)'', confirma Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo. A gordura abdominal é a mais danosa ao organismo. ''Ela é metabolicamente mais ativa, atua deixando o LDL mais oxidado e tem uma ação mais intensa na formação da arteriosclerose'', alerta Magnoni.
O aumento da circunferência abdominal, causado pela deposição de gordura nessa região, é um dos indicativos da síndrome metabólica. A síndrome se caracteriza pela presença, além da gordura abdominal, de hipertensão, resistência à insulina, diabetes e dislipidemia (alteração do colesterol e triglicérides), que aumentam o fator de risco para eventos cardiovasculares.
A circunferência abdominal deve ser menor do que 102 centímetros em homens, e menor que 88 centímetros em mulheres. Segundo a diretriz brasileira de diagnóstico e tratamento da síndrome metabólica, os homens que tem entre 94 e 102 centímetros, e as mulheres entre 80 e 88 centímetros, já precisam de uma monitoração mais frequente dos fatores de risco para doenças coronárias.


