Estudo aponta tendência de diversificação
O estudo do BNDES aponta como uma nova tendência do setor de farmácia a comercialização de produtos diferenciados, que pouco têm em comum com os remédios. Essa tendência é vista com reservas pelos representantes do setor no País, que defendem o controle do sistema pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na pesquisa, é citado o caso da rede de drogarias nordestina Pague Menos, que oferece desde artigos de perfumaria, até bebidas, pães e sorvetes.
A diversificação é um ponto de embate entre farmácias e supermercados. Enquanto parte das farmácias quer ampliar sua gama de produtos, buscando a fidelidade de seus clientes, os supermercados querem vender medicamentos que não precisem de receita médica em suas gôndolas.
Para a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), os supermercados devem continuar vendendo produtos que não tenham comprometimento no uso.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) observa que a legislação vigente já permite a venda nos supermercados de vários tipos de medicamentos que não exigem receita médica. Isso já é uma realidade no Rio de Janeiro, onde um supermercado foi multado, mas nós recorremos e ganhamos, afirma Aylton Fornari, vice-presidente da Abras.
De acordo com o estudo do BNDES, as farmácias buscam novos serviços para se destacar no mercado. A diversificação do serviço é uma forma para compensar o que o setor considera como baixa rentabilidade.
De acordo com o estudo do BNDES, as farmácias estão aderindo cada vez mais à prestação de serviços, como pagamento de contas de luz e telefone, por exemplo. Os donos de farmácia afirmam que lucram R$ 0,05 por conta recebida, um valor baixo. (A.E)





