Estudo aponta que crianças não têm registro no PR
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - No Paraná, segundo os dados do Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 565 crianças de até 1 ano de idade não possuíam registro civil, um direito fundamental. O número representa apenas 0,39% do total da população nesta faixa etária (144.398). No entanto, o problema ainda é uma realidade nos pequenos municípios. Conforme o estudo, em algumas destas cidades com menor população, o índice de crianças sem registro chega a 11%. Em São Miguel do Iguaçu, por exemplo, 11,46% das crianças de até 1 ano estavam sem o documento.
Estes e outros dados sobre a população infantojuvenil do Paraná estão concentrados na publicação "Infância, Adolescência e Direitos - Livro de Dados do Paraná", da Rede Solidariedade do Grupo Marista, lançado nesta semana, em Curitiba. O relatório compila 11 indicadores, divididos em oito áreas (Saúde, Justiça, Educação, Demografia, Economia, Legislação, Habitação e Cidadania) e baseados em fontes oficiais (IBGE, Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente e Secretaria da Família e Desenvolvimento Social) que sinalizam como está a situação dos direitos infantojuvenis nos 399 municípios do Estado.
"É um recorte da realidade de crianças e adolescentes de todo o Paraná. Os dados poderão subsidiar o poder público na tomada de decisões. Todas as informações levantadas neste estudo serão analisadas e vão servir de base para a implantação de um sistema de monitoramento por meio de uma plataforma online onde estarão todos os demais indicadores", explica Geliane Quemelo, articuladora do Centro Marista de Defesa da Infância.
A ideia do livro e da implantação da plataforma online foi inspirada em experiências de instituições como a Annie E. Casey Foundation (AECF), dos Estados Unidos, e a Red por los Derechos de la Infancia en México (Redim), que sistematizam e publicam dados sobre a realidade das crianças e dos adolescentes em seus países.
"Também é importante fomentar a cultura do uso de dados para que novas estratégias sejam desenvolvidas a partir de informações mais seguras. Além disso, a sociedade como um todo poderá ter acesso e fazer o monitoramento da situação em cada um dos 399 municípios", completou.
Em todo o Paraná são 3.319.367 crianças e adolescentes na faixa etária de 0 a 19 anos. Desse total, 2.800.816 (84,38%) vivem na zona urbana e 518.551 (15,62%) em áreas rurais. Outro dado contido no livro lançado aponta que, em 2010, 620 crianças e jovens de 0 a 19 anos foram vítimas de homicídios no Paraná.



