Estudo da Universidade Estadual de Maringá demonstrou que mais de 90% do solo urbano de Umuarama é altamente favorável à erosão, exigindo cuidados e planejamento na ocupação. Cerca de 30% da área foi condenada. Mesmo assim, novos loteamentos foram implantados nestas áreas sem obras de infra-estrutura para prevenir a arosão.
Pelo menos 15 bairros sofrem com a erosão e novos loteamentos continuam sendo abertos. Em 1993, um levantamento da prefeitura apurou a necessidade de U$ 1 bilhão para resolver todos os problemas de erosão na cidade. De lá para cá, esses problemas aumentaram muito. Os transtornos nos bairros vão desde ruas esburcadas e intransitáveis até o desabamento de muros e casas.
No Conjunto Ouro Branco, alguns proprietários abandonaram as construções, temendo o avanço da voçoroca. No Jardim São Cristóvão, três moradores perderam as casas engolidas pela erosão do Rio Canelinha. O bairro tem duas ligações com o centro da cidade. Em uma delas, a ponte sobre o Rio Canelinha caiu no ano passado e até hoje a prefeitura não conseguiu recursos para construir outra.
Na região do Jardim Colibri, a voçoroca levou parte do asfalto e alguns terrenos. ‘‘As pessoas tinham comprado datas aqui para construir, mas o terreno desapareceu’’, conta o marceneiro Sidnei Martins, 27 anos, morador do bairro. Em 1993, a erosão do Jardim Colibri alcançou a Avenida Parigot de Souza e cortou uma das pistas. Agora, avança em direção à rua nº 1.
No Conjunto Ouro Branco, enquanto a prefeitura tenta conseguir dinheiro para controlar a erosão, moradores se desesperam vendo a voçoroca se aproximar de suas casas. O buraco já tem mais de 500 metros de extensão e, em alguns pontos, alçanca mais de três metros de profundidade. O muro da casa de Vera Lúcia Ribelato, 26 anos, caiu no início do ano. ‘‘A prefeitura prometeu refazer o muro, mas eu estou com medo de que até minha casa caia antes de tomarem providências’’.
Na casa de Claudenice Marinho Brito, 29 anos, a erosão começa a derrubar o muro. Nos conjuntos Córrego Longe e Ouro Preto, as galerias pluviais bloquearam as erosões, mas os emissários que desembocam em riachos estão formando voçorocas em propriedades rurais próximas.

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