Boston, 12 (AE-AP) - Pesquisadores disseram que pelo menos cinco pacientes morreram após se submeterem a lipoaspiração - sendo quatro em Nova York e um em outra cidade norte-americana não especificada -, levantando questões sobre a segurança do tipo de cirurgia cosmética mais popular nos Estados Unidos.
Até então, havia novas histórias ocasionais de pacientes morrendo durante a lipoaspiração, na qual as gorduras indesejáveis são sugadas. Mas um estudo publicado pelo New England Journal of Medicine é o primeiro registro detalhado em uma publicação especializada.
Uma análise das mortes de 1.001 casos relacionados a procedimentos médicos em Nova York revelou cinco casos em que essa cirurgia estética matou. Observou-se, ainda, que nesses casos altas doses de lidocaína, droga para tirar a dor, foram administradas. "A relação entre a incidência de complicações e morte ainda não foi desvendada", informaram os pesquisadores.
Cerca de 270 mil lipoaspirações são realizadas por ano nos Estados Unidos. Na cirurgia, um tubo é colocado na camada da pele onde depósitos de gordura ficam acumulados. Fluídos, lidocaína e outras substâncias são injetadas pelo tubo antes de começar a sugar a gordura.
Quando mais de 1,4 quilogramas de tecido gorduroso é removido, os médicos geralmente aplicam vários litros de fluídos. "Lipoaspiração não é um procedimento trivial, pois tem o potencial de matar pessoas saudáveis", concluiu o coordenador da equipe de pesquisadores, Rama Rao, da Universidade de Nova York.
Rao explicou que interação medicamentosa, o equilíbrio de fluídos, problemas com coagulação e a quantidade de gordura removida deveriam ser reavaliados para esse procedimento cosmético popular. "O que mais me preocupa é que as mortes decorrentes da lipoaspiração não foram resultado de apenas um único mecanismo", alertou Rao.

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