ESTUDO
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de agosto de 2008
France Presse 
''A felicidade não cura, mas a felicidade protege das doenças'', afirma um estudo que será publicado no próximo mês e no qual cientistas holandeses concluem que ser feliz pode assegurar a longevidade.
O professor Ruut Veenhoven, da Universidade Erasmo de Rotterdã, afirma que, para viver melhor, ser feliz é tão eficaz quanto deixar de fumar, já que a felicidade pode ajudar a aumentar entre 7,5 e 10 anos o tempo de vida.
Este estudo, realizado a partir de 30 relatórios de diferentes países, se soma a outras pesquisas, especialmente econômicas, que tentam compreender o que nos faz felizes e por que as riquezas materiais não levam à ambicionada felicidade. Cria-se assim um novo campo na pesquisas que alguns economista chamam de ''hedônico''.
''Isso permite aos economistas pensar no conceito de 'vida' em termos mais complexos. É hora de acabar com a pergunta 'o que você comprou?' e começar a perguntar 'você vive bem?''', explicou Bill McKibben, em um livro publicado em 2007, ''Deep Economy: The Wealth of Communities and the Durable Future''.
Segundo esta corrente de economistas, a partir de um poder aquisitivo de 10.000 dólares anuais, a contribuição em termos de ''quantidade de felicidade'' das condições materiais cresce muito menos. A felicidade se nutre então de outras circunstâncias como a amizade, pertencer a uma comunidade, a liberdade.
No estudo de Ruut Veenhoven, publicado no ''Journal of Happiness Studies'', uma revista multidisciplinar que existe desde 2000, o pesquisador pergunta se o bom humor tem impacto sobre a expectativa de vida. No geral, ''a felicidade não retarda a hora da morte nos doentes, mas protege as pessoas que têm boa saúde das doenças''.
Dessa forma, indiretamente, um estado de ânimo feliz aumenta os anos de vida.
A razão não está clara, mas uma coisa é certa: pessoas felizes têm tendência a vigiar seu peso e os sintomas das doenças, a fumar menos e beber menos álcool. Normalmente são pessoas mais dinâmicas, confiantes e com mais relações sociais. ''Um estado de tristeza crônica cria uma reação do tipo 'combate ou fuga', que gera, a longo prazo, efeitos negativos como pressão arterial alta e baixas defensas imunológicas'', explica.


