Estudantes rechaçam plano de segurança da UEL
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quarta-feira, 11 de abril de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O Plano de Segurança elaborado para a Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi rechaçado pelos cerca de 100 estudantes que participaram de assembléia realizada ontem, no campus. O consenso foi de que o projeto está sendo conduzido de forma autoritária e que não resolverá a criminalidade.
''Não concordamos com a construção de um muro cercando o campus, nem com rondas policiais aqui dentro. A polícia segue um padrão de abordagens de pessoas 'estranhas e suspeitas'. E estranho para eles é o negro, o cara que se veste diferente'', criticou o aluno de Ciências Sociais Rodrigo Mortari. Os estudantes também se manifestaram contrários à poda de árvores com o intuito de melhorar a iluminação do campus.
Os pontos citados fazem parte do plano proposto no ano passado pelo chefe de segurança da UEL, Pedro Marcondes, professor e ex-delegado da Polícia Civil. Segundo Rodrigo, o documento seria votado na semana passada pelo Conselho de Administração (CA), mas os estudantes conseguiram adiar a decisão, exigindo audiência pública, marcada para o final do mês.
O presidente da Associação dos Servidores da UEL, Itamar Nascimento, reclamou que funcionários e alunos estão sendo afastados das discussões. Um segurança afirmou que somente o aumento do efetivo de guardas irá solucionar o problema. Os estudantes defendem a ampliação dos projetos de extensão para combater as causas sociais da violência. ''Temos que nos aproximar da comunidade, e não colocar um muro nos separando'', sustentaram.


