Cambará - Cerca de 1.500 pessoas realizaram uma manifestação na manhã de ontem em Cambará (Norte pioneiro) contra a determinação do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Jacarezinho para que seja realizada a junção de salas de aula nas escolas estaduais da região. Pais, professores e alunos se reuniram na Praça Miguel Dinísio e partiram em passeata pela Avenida Brasil em direção à Prefeitura, passaram em frente ao comércio na Rua Genaro Rezende e retornaram ao ponto de partida.
Segundo o diretor da Escola Estadual Sílvio Tavares, Elias Carlos Panichi, a determinação de junção das turmas partiu do NRE de Jacarezinho depois de uma reunião em que os diretores se recusaram a aceitar a proposta de junção de
turmas. ''Eles falaram que houve a concordância dos diretores, do Núcleo e da Secretaria Estadual de Educação (Seed), mas isso não aconteceu'', afirmou o diretor. Pelos cálculos de Panichi, cerca de 34 turmas seriam fechadas com a proposta.
Ele disse que os diretores pediram um estudo que comprovasse que não haveria prejuízo aos alunos em caso de junção de turmas de 15 a 20 alunos. '' Existem estudantes que precisam ser tratados de maneira especial. Alguns estão em defasagem de aprendizado e outros que se mostram desinteressados'', explicou. O diretor relatou que turmas mais adiantadas serão obrigadas a se unirem com turmas que estão atrasadas e isso acarretará em prejuízo aos dois grupos.
Panichi disse que o NRE não pode fazer essa exigência arbitrariamente: ''Eles querem impor isso goela abaixo, mas não é assim que a coisa funciona''. Ele afirmou que não há como realizar essas mudanças em setembro, pois além do prejuízo no aprendizado dos alunos, ele disse que professores podem ficar sem turmas e serão dispensados, o que fará com que eles não consigam uma recolocação imediata, uma vez que o ano letivo está no final.
''No começo do ano é realizado um mapeamento em que é determinado o número de alunos por turma e o que estão fazendo não dá para admitir. Isso significa que eles estão vendo a educação como prejuízo e não como investimento'', questionou. Para ele, a superlotação das salas contribui para a queda de rendimento e de aprendizagem dos alunos e prejudica a saúde dos docentes. ''Nós somos a segunda categoria que mais fica doente no Estado, ficamos atrás apenas dos policiais.''

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