Estudantes processados por trote violento
Quatro implicados na morte por afogamento do calouro Edson Tsung Chi Hsueh, de 22 anos, durante um trote violento na piscina da Associação Atlética Oswaldo Cruz, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) no dia 22 de fevereiro de 1999, foram enquadrados ontem em processo crime por homicídio qualificado. Eles estão sujeitos a pena variável de 12 a 30 anos de cadeia. A decisão é da juíza do 5º Tribunal do Júri, no fórum regional de Pinheiros, Maria Lucia Ribeiro de Castro Pizzotti Mendes. Ela recebeu denúncia apresentada na sexta-feira pela promotora Eliana Passarelli, contra os médicos Guilherme Novita Garcia, Frederico Carlos Jane Neto, o Ceará, que se formaram em 1999 e contra ainda os estudantes Luiz Eduardo Passarelli Tirico e Ary de Azevedo Marques Neto. Ceará e Garcia são acusados de liderar o trote violento, com o auxílio dos demais, jogando calouros na piscina e impedindo-os de sair da água. A pena por homicídio qualificado é cumprida integralmente em regime fechado, por ser considerado crime hediondo. Para a promotora, a morte de Edson foi ocasionada por meio cruel (afogamento).





