Estudantes pedem votação do Estatuto das Armas
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quarta-feira, 27 de agosto de 2003
Rosa Costa<br> Agência Estado 
Brasília - Mobilizados pelo Comitê Nacional de Vítimas da Violência (Convive), cerca de 140 estudantes tentaram ontem ''acordar'' os deputados para a necessidade de aprovar medidas restringindo o porte e a venda de armas no País. Aprovado no Senado dia 23 de julho, o Estatuto do Desarmamento foi tido, na ocasião, pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e pelos líderes dos partidos como a resposta às expectativas da sociedade. Porém um mês após ter chegado à Câmara, o texto continua engavetado na Comissão de Constituição e Justiça.
Na presença dos jovens, o presidente da comissão, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), conseguiu obter a seguinte promessa do presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP): a de que a proposta será votada após a aprovação da reforma tributária.
Condicionante semelhante foi utilizada quando o projeto chegou à Casa, só que relacionada à votação da reforma da Previdência, que está prestes a ser concluída. O que terminou não ocorrendo. A coordenadora do Convive, jornalista Valéria Velasco atribui a demora na votação ao lobby dos fabricantes de armas ou, como ela chama, ao ''lobby da indústria da morte''.
O texto aprovado pelos senadores restringe o porte e a venda de armas e adota penas mais duras contra os infratores. Prevê, ainda, a realização de um referendo popular, em outubro de 2005, para que a população diga se concorda ou não com a proibição de armas de fogo a pessoas que não necessitam delas no exercício da profissão.


