Curitiba- Estudantes de Curitiba fizeram, ontem, uma manifestação na Praça Santos Andrade, Centro de Curitiba, em defesa da gratuidade no transporte coletivo. A mobilização foi organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), que instituiu o 26 de outubro como data nacional para cobrar do poder público o subsídio do transporte dos estudantes. O MPL tem núcleos ativos em cerca de 25 cidades brasileiras.
O estudante universitário Lucas Pinheiro disse que, além de chamar a atenção da opinião pública para o assunto, o movimento quer que os governantes se sensibilizem com a reivindicação. A pressão do MPL, segundo ele, já teve resultados positivos em Laguna (SC), Cuiabá, Rio de Janeiro e Acre, onde foi instituído o passe livre. Curitiba e Belo Horizonte, afirmou, seriam as únicas capitais que não garantem, nem mesmo, o meio passe para todos os estudantes.
O presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Arilton Cândido Freres, não reconhece a legitimidade do movimento. Segundo ele, nenhuma das entidades estudantis, oficialmente, constituídas está envolvida nessa mobilização.
Freres destacou que o passe livre é uma reivindicação antiga dos movimentos estudantis e que essa ''briga'' será retomada logo após às eleições. Ele lembrou que, no Paraná, apenas os estudantes maringaenses, que moram a dois quilômetros da escola, têm garantida a gratuidade no transporte. Em Londrina, os estudantes pagam metade do valor e o passe livre atende os comprovadamente carentes.
Em Curitiba, a tarifa é subsidiada em 50% para alunos cuja renda familiar não ultrapasse três salários mínimos. A proposta da UPES, informou o presidente, é que a meia passagem seja instituída em todo Estado.

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