Frustração foi o sentimento que dominou a formatura de 50 estudantes que concluíram o terceiro ano do ensino médio no Colégio Estadual Willie Davids, localizado na Vila Casoni (Zona Oeste de Londrina). Após pagarem pela festa, os alunos levaram um calote do buffet contratado para a comemoração. O responsável pela empresa, segundo a denúncia, colocou mesas, toalhas, pratos e talheres no salão alugado. Na hora da festa, entretanto, desapareceu sem levar a comida que seria servida. A formatura aconteceria no dia 18 de dezembro.
''Os convidados chegaram e o buffet não compareceu'', contou Fernanda Perez Dias Takao, que era supervisora da escola e registrou queixa contra o Buffet D'Lucas na 10 Subdivisão Policial (SDP) na semana passada. Ela e a professora Tania Maria Alves também fizeram denúncia contra o serviço no Procon.
Segundo elas, o responsável pelo buffet, José Claudinei Lucas, recebeu R$ 4,5 mil para servir um jantar a 250 pessoas. O acordo ficou estabelecido em contrato. ''No dia, ele alegou que não levou a comida porque sua Kombi quebrou'', disseram. A Folha tentou falar com Lucas, mas ele não respondeu o recado da reportagem.
O delegado do 1º Distrito Policial (DP), Jorge Barbosa, vai instaurar um inquérito amanhã para apurar a denúncia. ''Vou intimar o responsável para esclarecer os fatos. Isso é estelionato'', informou, acrescentando que, após concluir o inquérito, deve denunciar o crime ao Ministério Público (MP).
O coordenador do Procon, Gerson da Silva, também pretende autuar Lucas pela infração. ''Ele não compareceu à audiência de conciliação'', revelou. Após ser autuado, o dono do buffet terá um prazo para apresentar sua defesa. O valor da multa só é estabelecido depois desse trâmite.
Tânia e Fernanda também entrarão com ação judicial, em nome dos alunos, pedindo o ressarcimento do prejuízo e indenização pelos danos causados. ''Gerou uma frustração muito grande'', comentou a professora. Além de terem pago mensalidades durante todo o ano, os estudantes fizeram várias promoções para completar as despesas da formatura.
Apesar da festa não ter acontecido, eles pagaram o aluguel do salão e os serviços de floricultura e DJ. Fernanda lembra, ainda, que alunos e familiares gastaram dinheiro com aluguel de roupas e despesas de cabeleireiro. ''Eles terão que ser compensados'', reforçou.
O delegado e o coordenador do Procon alertam que a melhor maneira de evitar golpes como o sofrido pelos estudantes é optar pela contratação de uma empresa conhecida no mercado. ''É recomendável checar se a firma tem condições de cumprir o contrato'', orientou o delegado. Gerson aconselha, também, a buscar referências com pessoas que já utilizaram o serviço. ''Todo cuidado pe pouco, porque o prejuízo é enorme'', ressaltou.

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