Um grupo de 20 alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) invadiu anteontem à tarde a reitoria da instituição para cobrar a ampliação de vagas na Casa do Estudante. O reitor da UEL, Wilmar Sachetin Marçal, declarou ontem, através de assessoria de imprensa, que não pretende interferir na manifestação, desde que não depredem o patrimônio público.
Em carta aberta à comunidade estudantil e à reitoria, os manifestantes reivindicam a ampliação de vagas na Casa do Estudante prevista para 80 pessoas, bolsa de estudos, gratuidade no Restaurante Universitário (RU) e bolsa-transporte. ''O que motivou a ocupação é a solidariedade aos estudantes que passaram pela seleção e não estão abrigadas pela universidade. Queremos que essas pessoas tenham direito a um auxílio-moradia'', afirmou a estudante de Ciências Econômicas, Clécia Satel.
Os manifestantes destacam que a moradia estudantil provisória na Avenida São Paulo abriga 105 estudantes e que haveria uma demanda de 23 pessoas selecionadas, mas que ainda não moram na casa. O chefe do Serviço de Bem-Estar da Comunidade (Sebec), Osvaldo Iokota, disse que a demanda é de 103 vagas na Casa do Estudante. Segundo ele, se houver necessidade, a UEL poderá alugar outro imóvel para abrigar os que não poderão ser instalados na casa. Quanto às demais reivindicações, o chefe do Sebec disse que estão sendo estudadas.
Já o Conselho de Administração (CA) deve avaliar na próxima semana o relatório que considerou a obra inacabada e inadequada à moradia. Com 1.670 metros quadrados, a construção do prédio custou R$ 1,1 milhão. A previsão era abrigar 120 alunos.

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